Histórico dos Diários


19 de Junho de 2017

Apresentação do tema: Material – Que natureza é essa?, e Ferramentas – Que tecnologia é esta?

Exposição teórica contextualizando a vivência dos participantes. A discussão foi fundamentada por autores cujos escritos fundamentam ou aproximam-se da teoria de Rui Chamone.

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12 de Junho de 2017

Apresentação do tema: Material – Que natureza é essa? e Ferramentas – Que tecnologia é esta?

Neste dia, as integrantes responsáveis pela apresentação destes temas realizaram uma aula vivencial, de experimentação de materiais e ferramentas, com debate sobre o vivenciado. Na sequência, os integrantes debateram sobre a metodologia proposta e sugeriram melhorias.

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05 de Junho de 2017

Apresentação do tema: Paciente – quem é este homem?

Estas apresentações têm como objetivo principal trazer teorias que dialoguem com a Teoria do Prof. Rui Chamone, e neste momento, são também, uma preparação para futuros cursos.

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29 de Maio de 2017

Tema de estudo:  discussão de texto construído por Michele Abreu, sobre o fazer livre e criativo nas áreas de desempenho ocupacional da Terapia Ocupacional. Tal proposta foi construída à partir de sua percepção de que o conceito de atividades livres e criativas proposto por Rui Chamone é, muitas vezes, entendido de forma simplista e reducionista; desse modo, buscou discutí-lo à luz de outras referências em Terapia Ocupacional.

Segue, abaixo, o texto em sua versão final.

É possível o fazer livre e criativo em todas as áreas de desempenho da Terapia Ocupacional?

Michele Abreu

Qualquer pessoa que tenha lido algum texto do professor Rui Chamone se deparou, em algum momento, com o termo “livres e criativas”, quando se refere ao uso de atividades, trabalho ou ocupações.

Mas o que significa ser livre e criativo?

Historicamente, o uso de atividades em contextos de tratamentos foi usado muito para benefício institucional, em detrimento dos benefícios para o paciente. Terapeutas ocupacionais tratam por meio de atividades, contando que essas atividades sejam voluntárias, seja na área de disfunção física ou psicológica (LOW, 2005). Nesse sentido, fundamenta-se um agir no mundo externo por vontade e com liberdade. No primeiro momento, atende-se apenas a instituição, e no segundo busca-se atender o paciente.

No documento “Estrutura da prática da Terapia Ocupacional” (AOTA, 2015), o termo “ocupação” denota envolvimento na vida, construído por múltiplas atividades e, nas definições apresentadas de ocupações, destacam-se os termos atividades com propósito e significado. Observa-se também que a expressão “Envolvimento em ocupação” é o desempenho das ocupações como o resultado da escolha, motivação e sentido dentro de um contexto de apoio e ambiente. Esse envolvimento inclui aspectos objetivos e subjetivos de experiências dos clientes e envolve a interação transacional da mente, do corpo e do espírito.

De acordo com Jorge (1997) as ocupações são uma proposta técnica do Terapeuta ocupacional que são realizadas pelo paciente com liberdade e futuro sobre materiais plásticos, com ferramentas e fantasias onde ele adquire conhecimentos de si, do mundo e de suas relações, na cultura, na história e na politica.

Logo, como resultado da escolha do nosso cliente pensamos o termo livre; como motivação  e sentido pensamos no aspecto criativo da intervenção por meio da atividade. O termo comumente é mal interpretado: Livre não é desordem e criativo não é superficial ou banal.

Pensar o termo livre e criativo no uso das atividades plásticas, com o uso de tintas, papéis argilas, dentre outros materiais, parece obvio, uma vez que parte-se do pressuposto que toda arte é criativa. Mas, e quando pensamos em outros aspectos da nossa intervenção, como o brincar, o lazer, o trabalho, o sono e descanso, o estudo, as atividades básicas e instrumentais de vida diária? E quando a atividade é o próprio movimento do corpo durante a intervenção para melhorar componentes físicos… É possível pensar uma prática livre e criativa?

É inerente à prática do Terapeuta ocupacional que assim o seja, livre e criativo. Que o nosso cliente seja livre para escolher e criativo no modo de executar, caso contrario será mero objeto sem significado na mão do terapeuta. Não temos o poder de mudar o outro, ele muda por si mesmo, quando “as atividades estimulam sua ação no mundo externo transformando-o e a si mesmo, buscando a construção dele para si, antes que para os outros” (JORGE, 1990). A intervenção livre e criativa o leva a despertar e suscitar sentimentos, paixões, reflexões sobre si, suas perdas, suas “novas” habilidades e sua nova forma de ser no mundo. Quando ele dá significado ao fazer a reabilitação acontece. Ainda, segundo esse autor, a atividade criativa, atua entre a razão e a sensibilidade, forma os sentimentos e experiências de vida, sendo mais do que um meio, mas fim em si mesma.

Cada pessoa, como um ser ocupacional, exerce suas ocupações de maneira livre e criativa, pois escolhe o que fazer, como fazer e quando fazer. Que ao propormos o tratamento ao outro, por meio das atividades, estejamos atentos a esse tão primordial aspecto da nossa intervenção: o uso das atividades livres e criativas.

Referências:

American OccupationalTherapyAssociation, Estrutura da prática da Terapia Ocupacional: domínio & processo – 3ª ed. Traduzida AOTA, 2015.

Chamone, R.O objeto e a especificidade da terapeia ocupacional, 1990.

Low,J.F. Fundamentos Históricos e sociais para a prática in Trombly, C.A. e Radomski, M.V. Terapia Ocupacional para as disfunções físicas, 2005.

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22 de Maio de 2017

Reunião Administrativa

Este encontro teve como objetivo reavaliar a metodologia dos encontros e atualizar o cronograma de atividades do grupo.

Este dia de grupo foi encerrado com o seguinte poema, lido por um dos integrantes:

Tempo que foge!

Ricardo Gondim

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: – Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Soli Deo Gloria.

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24 de Abril, e 08 e 15 de Maio de 2017,

A CAPACIDADE DE CONHECER-SE PELO TRABALHO E A TERAPIA OCUPACIONAL CHAMONEANA

A Terapia Ocupacional Chamoneana utiliza o trabalho, o fazer humano livre e criativo, como FIM-MEIO para a reabilitação do ser humano, qualquer que seja área de atuação do profissional.

O uso do fazer humano como meio para a reabilitação é amplamente utilizado por diversos profissionais – psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros – nesse sentido, o trabalho como MEIO é utilizado para a construção do saber sobre o outro, e o fim são os objetivos traçados pelo terapeuta.

A proposta terapêutica ocupacional Chamoneana difere desta abordagem que privilegia o conhecimento científico em detrimento da capacidade de conhecer; nesta proposta, a capacidade de conhecer e o conhecimento científico são vistos fora de qualquer escala hierarquizante, mas o que isso significa?

Entendemos que a capacidade de conhecer, ou seja, adquirir conhecimento sobre si e o mundo através da experimentação, do fazer, é inerente ao humano, isso foi um dos fatores promotores do desenvolvimento de nossa espécie e não se perdeu no homem, continuamos a nos desenvolver assim. Já o conhecimento científico é aquele advindo das diversas ciências do homem, que buscam compreendê-lo e explicá-lo à partir de certos princípios, cada profissional tem seu arcabouço teórico que fundamenta sua prática à partir de certa compreensão.

A Terapia Ocupacional Chamoneana promove condições para que o homem conheça-se a si mesmo. Não se propõe aqui um saber sobre o sujeito, mas um saber do sujeito, que se refere à intenção de o homem conhecer-se formalmente como sujeito; questionar-se a si mesmo, à partir de sua condição. Nesse sentido, o trabalho do paciente, seja plástico ou cinesiológico é FIM-MEIO para a construção do saber.

Vamos elucidar. O trabalho é entendido como fim em si mesmo quando pode ser feito com liberdade e criatividade (intencionalidade), uma vez que, por si só, é promotor de conhecimento e consciência sobre si, o mundo e os outros. Tal entendimento é fundamentado e explicado por Rui Chamone Jorge (JORGE, 1995) a partir de sua história de vida, estudo e experiência de atendimento, cujo resultado descobriu serem convergentes com a Antropologia Filosófica de Lima Vaz (2006). Este explica a constituição do sujeito (ser humano, que se distingue dos demais animais por sua capacidade de conhecer e questionar sua própria existência) à partir de 03 qualidades de mediação – que podem ser entendidos como movimentos que constroem o conhecimento, são elas:

- mediação empírica: refere-se ao conhecimento adquirido à partir do fazer cotidiano, pragmático, através do contato com materiais, ferramentas, e os outros – interrelação, e da expressão dessa experiência em suas diversas modalidade;

- mediação abstrata: conhecimento “resultante de procedimentos operatórios da observação metódica e da experimentação” (VAZ, 2006, pág. 149), e sua expressão se traduz na elaboração de conceitos e no discurso próprio de cada ciência;

- mediação transcendental: conhecimento resultante da “experiência que o sujeito faz do seu manifestar-se como sujeito” (VAZ, 2006, pág. 149), expressa na consciência do mundo, dos outros e de si mesmo, à partir de uma presença reflexiva.

Essas mediações ocorrem de forma concomitante, assim, esta separação é didática. Isso significa que ao fazer, o homem adquire conhecimentos, e a possibilidade de um novo vir a ser, à partir da consciência que adquire.

Mas então, onde fica o terapeuta ocupacional nesta proposta? Ocorre que na sociedade moderna, o homem perdeu sua unidade, corpo e alma estão cindidos, e o trabalho tem sido mais fator adoecedor que produtor de saúde. Desse modo, a relação terapeuta-paciente, segundo Rui Chamone Jorge (1989, pág. 09) tem como objetivo “prevenir e corrigir deformidades quando as patologias implicarem a perda das capacidades adaptativa e laborativa, e, reabilitar, física, psíquica e socialmente, o homem, na medida em que suas perdas implicarem a demolição total ou parcial da auto-estima, da auto-imagem e do desejo” de lutar por aquilo que deseja. Para tanto, propõe que o papel do terapeuta ocupacional consiste em:

“proporcionar aos grupos e indivíduos ambiente de segurança, atmosfera de calor, e materiais adequados; detectar as novas situações dos grupos e indivíduos, observando suas naturezas, se conflitantes ou não, intervindo quando se fizer necessário; avaliar as indicações e mudanças de atividades, posto que elas significam progresso, quanto podem sugerir defesas; atuar criticamente em tudo aquilo, e, em todos os momentos, que impeçam o fazer livre e criativo do paciente, ou que possa gerar nessa prática o conceito de trabalho alienado (…); ser constante facilitador fixo da conversa do si/consigo mesmo que possa o paciente empreender; buscar com o paciente as possíveis ligações entre os objetos falados e os realizados em busca do resgate do pensamento na obra (…); estimular o cliente à concreção de sua história e desejos, direcionando sua ação para a relação com os materiais.” (JORGE,1997, pág. 53)

Por fim, o trabalho é FIM-MEIO para o paciente reabilitar-se, e para o terapeuta pois possibilitará a construção de hipóteses que estruturarão a dúvida metodológica e que estimulará o pensamento reflexivo do paciente ou grupo. O conhecimento do terapeuta não se sobrepõe ao do paciente, mas ajuda-o na construção da consciência de si, para reabilitar-se antes para si que para os outros, isto possibilita a elaboração da condição atual, em detrimento da simples adaptação à nova condição. Nisso reside o objeto da Terapia Ocupacional Chamoneana.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Para conhecer em profundidade a proposta Chamoneana:

· JORGE, Rui Chamone. Relação Terapeuta Paciente: notas introdutórias. Belo Horizonte: Imprensa Universitária; 1989.

· JORGE, Rui Chamone. Museu Didático de Imagens Livres Professor Rui Chamone Jorge: mostra: “corpo grupal”. Belo Horizonte: GESTO; 1997.

· JORGE, Rui Chamone. Psicoterapia Ocupacional: história de um desenvolvimento. Belo Horizonte: GESTO; 1995.

· VAZ, H.C.L. Antropologia Filosófica I. 8º Ed., São Paulo: Edições Loyola, 2006.

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03 de Abril de 2017

Tema de estudo: O terapeuta – Que homem é esse?

A especificidade do terapeuta ocupacional está relacionada à utilização do fazer humano como recurso terapêutico, no qual o ajudador se aproxima do ajudado por meio das atividades livres e criativas. É um método critico e laborativo das relações humanas, que favorece a formação de conhecimento e expressão do sujeito, portanto é um modo psicoterapêutico (Jorge, 1997).

Existem mais de 250 técnicas psicoterápicas possíveis de serem utilizadas em atendimentos, no entanto o processo curativo se dá principalmente por fatores intrínsecos das relações humanas, pelo vínculo terapêutico. (Collins, XX)

Segundo Feldman e Miranda, o terapeuta que mais sabe ajudar o outro é aquele que tem a capacidade de ajudar a si mesmo. Um terapeuta precisa ter disponibilidade interna para ajudar e amar o outro no decorrer do processo de ajuda, no entanto o não é obrigado a ajudar o tempo todo ou a todas as pessoas. A ajuda é uma opção escolhida a cada momento, incluindo a utilização ou não das habilidades adquiridas ao longo da vida, com quem irá querer compartilha-as, onde isso acontecerá e quando. Logo,

AJUDA= DISPONIBILIDADE + AMOR+ HABILIDADES

Acompanhe nossos estudos:

Livro: Construindo a relação de ajuda (Feldman e Miranda, 1993)

Livro: Psicoterapias: Abordagens atuais (Cordioli, 2008)

Livro: Cartas a um jovem terapeuta (Contardo Calligaris)

http://www.scielo.br/scielo.php…

27 de Março de 2017

Tema de estudo: Objetos – Que Criação É Essa?

“Falar sobre o objeto requer, portanto, que se fale também sobre o homem, sobre os diferentes tipos de relações que este pode estabelecer com o primeiro… O objeto nada mais é do que um instrumento fabricado pelo homem; um elemento que permite sua ação sobre o exterior, tornando o mundo mais “acessível, intimista e personalizável” (MOLES, 1981, p. 16). O homem modela o mundo a sua volta, se relaciona e se comunica por meio do uso do objeto. Considerando que o objeto está atrelado ao homem enquanto produto fabricado que tem a função pragmática de atender às suas necessidades, o homem se utiliza, por conseguinte, de cada um desses produtos com o propósito de ter contato e de se colocar no mundo, tanto na esfera social quanto pessoal.” (CORRÊA E SILVA, 2013)

Acompanhe nossos estudos sobre o tema ‘objetos’:

https://portalseer.ufba.br/…/rcv…/article/viewFile/7123/5996

http://www.paradigmas.com.br/…/194-o-conceito-de-homem-na-v…

20 de Março de 2017

Tema de estudo: Ferramenta – Que tecnologia é essa?

O uso de ferramentas pelo homem está intrinsecamente relacionado ao seu processo de evolução, ou seja, ao desenvolvimento de sua inteligência , de sua linguagem e de sua cultura.

No artigo “A Evolução da Inteligência Humana” de Sabbatini (2001)  o autor descreve a linguagem e a capacidade de inventar coisas como uma das características mais distintivas dos seres humanos. Segundo ele, os primeiros hominídeos surgiram entre 6  e 8 milhões de anos atrás, e, com desenvolvimento do bipedalismo por volta desta época, houve a liberação das mãos para o transporte, manipulação e outras tarefas úteis, permitindo, ao longo de milhões de anos, o desenvolvimento gradativo da destreza manual, chegando, assim, à fabricação de ferramentas, entre 3 a 4 milhões de anos atrás, na idade da pedra. O próximo passo foi, então, foi o uso das mãos para uma série de gestos comunicativos, e as primeiras representações simbólicas.

Ainda segundo Sabbatini (2001), inicialmente o homem (hominídeo) não fabricava ferramentas, ele usava aquilo que encontrava, ferramentas rudimentares como paus e pedras, sem os modificar. O Homo habilis, há 2,5 milhões de anos atrás, foi a primeira espécie a manufaturar ferramentas e usar o fogo, aquelas eram feitas batendo-se uma pedra contra a outra, lascando-as e obtendo arestas afiadas que eram usadas matar animais, quebrar seus ossos para extrair o tutano, fatiar carne, raspar couro, cortar ramos e aguçar varas de madeira. Isso permitiu o acesso a fontes de alimentos ricas em gorduras e proteínas escondidas na medula óssea, cérebro e musculo de animais; este acesso a fontes ricas em calorias possibilitou a sustentação de um cérebro maior, e melhor desempenho na caça.

Assim, ao longo de milhões de anos fazendo coisas, o homem desenvolveu habilidades físicas, cognitivas e sociais, adquiriu maior domínio sobre o ambiente, desenvolveu a linguagem e a cultura, uma vez que o conhecimento sobre os materiais e ferramentas não era transmitido pelos genes, teve que encontrar formar para transmitir e ensinar seus conhecimentos.

Portanto, segundo o referido autor, “podemos dizer que, sem ferramentas de pedra, osso, madeira e chifre, os seres humanos não teriam evoluído para uma inteligência superior, e vice-versa, ou seja, estas alavancaram o desenvolvimento cerebral, em uma espécie de ciclo auto-alimentado relativamente rápido, do ponto de vista evolutivo.”

Por fim, as ferramentas são parte integrante do processo terapêutico ocupacional proposto por Rui Chamone elas caracterizam-se por serem uma especialização do corpo, ampliando sua capacidade de intervenção sobre o mundo; oferecem possibilidade de construção e destruição, facilitação e ameaça, sendo utilizadas na construção do objeto concreto, e sua manipulação possibilita ao homem que a utiliza aquisição de conhecimento sobre si e o mundo; e por isso, influenciam diretamente no “processo crítico-laborativo das relações do homem consigo mesmo, com o Outro e com o mundo”. Desse modo, o terapeuta ocupacional deve conhecer as tecnologias que oferece em seu setting, pois apresentam riscos e potencialidades, que podem facilitar ou não o processo de cada ‘paciente’.

Fonte: SABBATINI, R.M.E. A Evolução da Inteligência. Revista Cérebro & Mente, Fevereiro/Abril 2001. Disponível em: http://www.cerebromente.org.br/n12/mente/evolution/evolution05_p.html.

13 de Março de 2017

Tema de estudo: Material – que natureza é esta?

Na busca de compreender e aprofundar nos materiais utilizados em atendimentos terapêuticos ocupacionais, buscamos diversos autores para embasar nossa discussão. Assuntos como a história, o surgimento e a transformação dos materiais, bem como a simbologia e a interação do homem com a matéria prima ao longo da construção da humanidade foram abordados!

A história dos materiais e ferramentas está intimamente ligada à história e evolução do homem. Desde o início da história do homem, sua movimentação pela Terra tinha como origem o atendimento de suas necessidades básicas, (sobretudo, alimentação e segurança) e a disponibilidade de recursos nos ambientes. Os materiais são tão importantes no ciclo ascensão e declínio do homem que chegou a nomear períodos da civilização, como Idade da Pedra, Idade da Argila, Idade do Bronze e Idade do Ferro.

Em função das necessidades dos homens, eles foram sendo transformados em ferramentas, utensílios, adornos…

Acompanhe nossos estudos… https://aplicweb.feevale.br/…/files/documentos/pdf/32246.pdf http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ide/v33n51/v33n51a07.pdf http://repositorio.ul.pt/bitstre…/…/10008/2/ULFBA_TES665.pdf http://www.avm.edu.br/do…/monografias_publicadas/t206105.pdf Livro: Dicionário de Símbolos. Jean Chevalier e Alain Gheerbrant Livro: Evolução e tecnicas: 1-O homem e a matéria. André Leroi-Gourhan

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06 de Março de 2017

Tema de estudo: O paciente – que homem é este?

Cada integrante do grupo levou e apresentou textos e artigos que falam sobre o que é o homem. Foram apresentados estudos sobre o homem em sua dimensão corporal, simbólica, cultural e espiritual.

A dimensão corporal compõe parte da essência do homem, mas não define sua totalidade. Para que homem seja homem, é necessário um corpo que o situe no mundo e o coloque em contato com a realidade, pois é pelo corpo que o homem é presença no mundo. A vida humana é uma constante busca de transcendência de seu corpo dado pela natureza. (…) E, assim, o homem vai dando sentido a sua vida, a cada dia construindo-se.” (NOGUEIRA, 2009) É um eterno vir a ser.

A dimensão simbólica torna-o diferente dos animais. Ao desenvolver-se através de seu fazer, o homem passa a significar aquilo que faz, o que permite uma interpretação subjetiva da realidade.

Essa capacidade de autoconhecimento alcançada pelo desenvolvimento avançado de sua inteligência simbólica, levou-o à compreensão da morte como um fato inevitável. E esta constatação levou ao desenvolvimento de rituais de sepultamento, culto aos mortos, crença na vida após a vida, … na tentativa de buscar um sentido para a vida, para além do que é dado pela natureza.

O homem é também um ser cultural, pois é em determinado meio cultural que ocorre seu processo de socialização. “Cada homem só se torna um ser social à proporção que absorve a cultura, que

lhe permite sobreviver, viver em comunidade e orientar- lhe as ações dando-lhe significações para a vida” (JORGE, 1990). Isso não significa que cada homem em particular seja um instrumento passivo da sociedade. Idealmente ele não é uma máquina repetidora de padrões e comportamentos, pode ser um instrumento de inovação e divergência capaz de influenciar e modificar significativamente a sociedade e a cultura (JORGE, 1990).

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13 de Fevereiro de 2017

Leitura das avaliações feitas pelos participantes do curso, e avaliação pelos integrantes do GES.TO.

Os participantes avaliaram o curso positivamente, elogiaram a clareza das falas e o uso de exemplos reais, dados à partir da experiência de cada um; sugeriram a realização de cursos com carga horário estendida, para maior aprofundamento acerca dos temas emergentes.

O GES.TO também avaliou positivamente esta vivência, e a infraestrutura para a recepção e desenvolvimento do curso foi bem organizada; fomos muito bem recebidos, e as trocas foram profícuas. Deste contato, surgiram ideias para novos cursos e, quem sabe, a utilização de plataformas virtuais para seu desenvolvimento.

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04 e 05 de Fevereiro de 2017

Curso “O Ser …. Terapeuta” – Goiânia/GO

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09 de Janeiro de 2017

Retorno das férias!

Programação do curso “O Ser Terapeuta…” no  Centro Cultural Vila São Cotolengo em Goiânia/GO.

05 de Dezembro de 2016

Essa semana encerramos nosso semestre com a avaliação dos pontos positivos e negativos dos encontros!

O estudo da Política Pública de Saúde foi caracterizado por um levantamento das portarias existentes que regulamentam, a promoção da saúde, a assistência em saúde mental, e a inclusão social da pessoa com transtorno mental. Nossa política evoluiu e se transformou muito ao longo dos anos, com uma notória melhora da assistência, porém, ainda precisamos caminhar muito para alcançar coerência entre o que se propõe fazer, e o que é feito. Buscamos, ainda, compreender onde se encontra o processo de reabilitação (seu percurso metodológico) e sua possível relação com o fazer humano, para tanto, dividimo-nos em subgrupos à fim de buscarmos outras referências bibliográficas que possam subsidiar esta busca, porém não conseguimos, no tempo que nos restava, esgotar tal discussão. A Política Pública é inesgotável e sempre dinâmica, o que nos exige atualização constante.

Apesar de não termos conseguido esgotar este tema, foi, sem dúvida, um estudo produtivo, pois ampliamos nosso entendimento sobre esta política, trocamos experiências sobre nossas vivências nestes serviços e debatemos com profissional que trabalha em dispositivo de saúde de outro estado, que nos enriqueceu com sua contribuição.

Por fim, para 2017 a perspectiva é boa, realizaremos ações fora de BH. Aguardem as novidades!

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28 de Novembro de 2016

Michele apresentou ao grupo seu estudo sobre a Política Nacional de Promoção da Saúde, tentado compreender qual a visão do fazer humano na promoção da saúde.

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21 de Novembro de 2016

Nesta segunda debatemos sobre artigos que discutem a Reabilitação Psicossocial; procuramos entender a concepção e o papel da atividade humana/trabalho nesta proposta.

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14 de Novembro de 2016

Recebemos a Terapeuta Ocupacional Keliany Leite, que atua em CAPS AD de cidade satélite de Brasília. Esta profissional que já atuou em CAPS AD III, está, atualmente, em CAPS AD II, e compartilhou conosco sua trajetória profissional, as atividades que tem desenvolvido, seus desafios e perspectivas.

Foi muito bom conhecer este trabalho e saber que estão empenhados em criar estratégias para a vinculação dos usuários e em oferecer ações terapêuticas variadas. Dentre os grupos que desenvolvem estão: grupo de boas-vindas para os novos usuários; grupo de educação em saúde; grupo de recolhimento para os que abandonaram e querem retomar o tratamento; grupo ‘Se essa Rua fosse Minha’ para conhecimento da rede assistencial; grupo de estratégias de enfrentamento; grupo Saúde Legal, uma parceria com o Ministério Público para resolução de questões legais dos usuários; grupo ‘Fala aí’; grupo de Psicoterapia Ocupacional, e grupo de família, aberto à comunidade independente de o familiar estar em tratamento;  Horta Comunitária; yoga. Outras atividades desenvolvidas: acolhimento, atendimento ambulatorial, e visitas domiciliares. Além disso, como atual gestora do serviço, implementou assembleias de usuários com a participação de toda a equipe do serviço. Como desafios vivenciados no serviço foi citado a necessidade de levantamento de recursos materiais para o desenvolvimento das atividades, devido a ausência de financiamento público, equipe mínima incompleta, motivação da equipe.

Criatividade também está presente nas reuniões!!!

Parabéns pelo trabalho! Ficamos felizes com a visita e a oportunidade de matar a saudade!

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07 de Novembro de 2016

Sobre a atenção em saúde o prof Rui diz que:

o profissional precisa ter uma postura política definida e coerente para não incorrer no risco de tratar o trabalhador para de novo vê-lo inserido no mesmo contexto que o adoeceu. Não se pode desvincular da prática da saúde o pensamento político, sob pena de perder por omissão a função educadora de qualquer equipe”. (Jorge, 1980.)

É preciso atuar criticamente e auxiliar aqueles que atendemos na construção de sua consciência crítica sobre si e seu mundo.

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31 de Outubro de 2016

Para maior compreensão do processo reabilitatório em saúde mental preconizado pela Política através da Rede de Atenção Psicossocial – RAPS, estabelecida pela portaria 3088 do Ministério da Saúde, o gesto de organizou para buscar referências bibliográfica que fundamentam estas proposições, à fim de entendermos como ocorre a reabilitação nos eixos: promoção da saúde, reabilitação e reinserção, buscando compreender sobretudo o papel da atividade humana nestes contextos.

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24 de Outubro de 2016

Neste dia estudamos a Política Nacional de Humanização que tem como diretrizes o acolhimento, a gestão participativa e cogestão, ambiência, clínica ampliada e compartilhada, valorização do trabalhador e defesa dos direitos dos usuários.

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10 de Outubro de 2016

Reunião administrativa para reorganização das ações do grupo.

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03 de Outubro de 2016

Reunião Administrativa para planejamento de novo evento.

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26 de Setembro de 2016

Triagem de impressos da Biblioteca do Ges.To para seleção e continuidade de sua organização.

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19 de Setembro de 2016

PARA REFLETIR:

Ao estudar algumas políticas públicas de saúde vigentes na atualidade, fizemos um esforço para compreender o papel do trabalho na lógica de cuidado em saúde.

Se analisarmos o trabalho proposto pelo sistema capitalista, verificamos que ele é, muitas vezes, causa de adoecimento do ser humano; são muitos os estudos que colocam este aspecto em evidência, porém, poucos os que colocam em perspectiva o ‘outro lado da moeda’, o seu potencial reabilitador.

Em nossos estudos, partimos do entendimento de que, desde que organizado para tal, o trabalho / fazer humano, pode gerar em quem faz conhecimento sobre si (consciência), e tem como finalidade a autoconstrução humana.

Tendo em vista nossa política pública de saúde, e em especial:

- A Portaria 2446 que redefine a Política Nacional de Promoção de Saúde; (http://bvsms.saude.gov.br/…/saudelegis/gm/2014/prt2446_11_1…)

- A Portaria 3088 que institui a Rede de Atenção Psicossocial; (http://bvsms.saude.gov.br/…/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html)

- O Decreto-Lei 8163 que Institui o Programa Nacional de Apoio ao Associativismo e Cooperativismo Social (http://www.planalto.gov.br/…/_Ato201…/2013/Decreto/D8163.htm)

PARA VOCÊ… qual é o papel do trabalho na promoção da saúde, no processo reabilitador e na reinserção social? E como ele vem ocupando esse lugar atualmente?

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12 de Setembro de 2016

Discutimos a Lei n. 10.216, de 6 de Abril de 2011. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Visa à garantia de direitos e à preservação da dignidade da pessoa com transtorno mental, e regulamenta o processo de internação destas pessoas, sendo indicado apenas quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes; define também que “o tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros”.(Art. 4o, §2o)

De acordo com o parágrafo único do artigo 2º da referida Lei, São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

I – ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;

II – ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;

III – ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;

IV – ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

V – ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;

VI – ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;

VII – receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

VIII – ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;

IX – ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

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05 de Setembro de 2016

Estudamos e discutimos a Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde.

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31 de Agosto de 2016

Iniciamos o estudo da Política Pública de Saúde pela portaria 2446 que Redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS).

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22 de Agosto de 2016

Redefinimos alguns de nossos temas de estudo, optamos por conhecer de forma crítica reflexiva a política pública de saúde, através do estudo de suas portarias. Iniciaremos pela portaria 2446.

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15 de Agosto de 2016 Feriado. —————————————————————————————————————————————————————————————————-———————————————————————-——– 08 de Agosto de 2016

Neste dia, a Terapeuta Ocupacional Carolina Couta da Mata, e agora, Doutora em Psicologia, apresentou-nos sua tese “Outra História: A Experiência de Dependentes Químicos no enfrentamento da Vida”, que buscou compreender o conhecimento dos pesquisados sobre seu processo de recuperação, o saber da experiência e os recursos desenvolvidos para o enfrentamento da vida. Uma belíssima tese, e uma inspiração para nós!!! Agradecemos a partilha!!!

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01 de Agosto de 2016

Iniciamos as atividades deste segundo semestre. Discutimos e elaboramos nossas propostas de ação, assim como o cronograma.

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08 de Julho de 2016

Este ano fizemos o encerramento do semestre com um encontro gastronômico, com os pratos preparados por um de nossos integrantes, assim como a sobremesa.

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04 de Julho de 2016

Encerramos mais um semestre satisfeitos por termos conseguido colocar em prática parte do nosso novo estatuto, portanto satisfeitos por termos conseguido nos reinventar! Discutimos também aspectos a serem trabalhados e melhorados no próximo semestre. Retomaremos os encontros em agosto.

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27 de Junho de 2016

Hoje foi dia de Reunião Administrativa, deliberamos sobre questões financeiras, investimento em novos cursos.

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2o de Junho de 2016

Fizemos a avaliação do curso oferecido.

Profissionais com formações em diferentes áreas do conhecimento participaram do curso: Psicologia, Serviço Social, Medicina Psiquiátrica, e Terapia Ocupacional. Estes participantes demonstraram satisfação para com o conteúdo do curso, e também inquietação devido às reflexões propostas, para alguns foi importante por saber que diferentes profissões tinham questões em comum, e para outro o curso foi importante para ‘saber que não sabia o que achava que sabia’; porém apontaram também necessidade de adequação metodológica, o conteúdo foi denso e a carga horária pequena.

Este curso foi muito importante para nós do GES.TO, pois foi o primeiro após um período de latência, e inaugurou o trilhar de um caminho que começou a ser construído em 2014, quando passamos a discutir nosso futuro como grupo, o que culminou com a elaboração do planejamento estratégico, e do novo Estatuto Social do grupo, que tem como objetivos sociais:

I. Preservar, desenvolver e difundir a obra do Prof. Rui Chamone Jorge;

II. Estabelecer a Psicoterapia Ocupacional como uma ciência de reabilitação humana;

III. Desenvolver a cultura, a educação e a pesquisa científica de Terapia Ocupacional;

IV. Organizar, preservar, expor e divulgar o Museu Didático de Imagens Livres Rui Chamone Jorge;

V. Promover reuniões periódicas, destinadas à atualização dos sócios e desenvolvimento dos objetivos do grupo;

VI. Adotar recursos de comunicação, entre os quais o fomento de bibliotecas e de edição de textos e livros;

VII. Promover a permuta de conhecimentos e experiências com outras entidades e pessoas;

VIII. Promover integração dos estudos e trabalhos do GES.TO com as políticas públicas, instituições e empresas privadas;

IX. Promover congressos, simpósios, cursos e outras atividades culturais;

X. Estabelecer relações com organizações científicas e entidades afins que contribuam para a consecução de seus objetivos;

XI. Prestar serviços de Terapia Ocupacional;

XII. Promover o ensino especializado de Terapia Ocupacional.

Investiremos em novos cursos, e a metodologia será readequada, à partir das necessidade apontadas pelo participantes e das avaliações do grupo!

Aguardem as novidades!

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17 e 18 de Junho de 2016

Curso “O Ser…Terapeuta”

Objetivo: discutir e ampliar os conhecimentos sobre a relação de ajuda, focalizando aspectos sociológicos e fenomenológicos desta relação

Dia 17 – horário 19h às 22h.

Dia 18 – Horário 08h às 17:30h

Local:  Terra da Sobriedade – Rua das Pedrinhas 342, Venda Nova, BH.

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13 de Junho de 2016 Preparação e organização de materiais para o curso “O Ser… Terapeuta” que ocorrerá nos dias 17 e 18 de Junho, Terra da Sobriedade – Rua das Pedrinhas 342, Venda Nova, BH.

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06 de Junho de 2016

Preparação para o curso “O Ser… Terapeuta”.

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30 de Maio de 2016

Preparação para o curso: definições administrativas, e orientações  metodológicas.

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23 de Maio de 2016

Rômulo fez sua apresentação sobre a Relação de Ajuda, os variados settings em que ela é estabelecida, as características deste ambiente; a entrevista inicial; aspectos envolvidos no estabelecimento da relação terapêutica (segurança interna e externa);  influências da tecnologia nesta relação; transferência e contratransferência.

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16 de Maio de 2016

Priscila e Michele apresentaram discussão sobre as instituições que se propõem a reabilitar os indivíduos necessitados de ajuda: aqueles que ‘fracassaram’ no processo de socialização por questões variadas – físicas, psicológicas, neurológicas e mentais – e precisam ou passaram a precisar de ajuda especializada por tempo determinado ou de forma contínua. As questões norteadoras versavam sobre as relações estabelecidas entre instituição x profissional x paciente, e profissional x paciente, suas propostas, contradições e implicações práticas.

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09 de Maio de 2016
Guilherme Fenelon e Ana Luiza Menezes trouxeram, em sua apresentação, discussão sobre o “estigma” que acomete as pessoas que não correspondem às expectativas e exigências sociais (que ‘fracassam’ no processo de socialização), sua relação com a existência de um fenômeno social que constrói a doença e da doença que constrói um fenômeno social, bem como o papel do terapeuta no processo de construção da imagem pessoal do ser humano que busca ajuda.

Discussões foram feitas no sentido de aprimorar o conteúdo que será compartilhado no curso “O Ser…Terapeuta”!

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02 de Maio de 2016

Neste dia, Flávio fez uma apresentação sobre o processo de socialização do ser humano, com a tônica sobre o que ocorre neste processo que faz com que seja necessário acionar os serviços de reabilitação. Neste sentido, discutiu os conceitos de: homem (o que é o homem?), saúde/doença, normalidade/anormalidade, e reabilitação que fundamentam as propostas do GES.TO.

Se você ficou interessado fique de olho!

Em breve lançaremos informações sobre o curso “O Ser… Terapeuta”!!

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25 de Abril de 2016

Este foi um dia de intensa troca de experiências, recebemos e acolhemos a terapeuta ocupacional Priscila Antunes, de Santa Catarina! Esta profissional procurou o grupo à fim de agregar conhecimentos que contribuíssem para a fundamentação de sua prática. Compartilhamos experiências profissionais, anseios, e angústias. Ronaldo Viana fez uma breve introdução à teoria do Prof. Rui Chamone, e o grupo esclareceu dúvidas. Priscila Antunes compartilhou com o grupo sobre seu trabalho no CAPS AD, discutiu desafios e possibilidades.

Volte sempre que quiser, Priscila! Foi muito rico nosso ‘bate-papo’. Obrigado!

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18 de Abril  de 2016

Grupo fecha a programação do curso “O Ser Terapeuta”, que ocorrerá em Junho deste ano para profissionais interessados em trocar experiências e aprofundar no conhecimento sobre a relação de ajuda.

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11 de Abril de 2016

O grupo prossegue na organização do curso, por meio de  discussão e detalhamento de um check list para organização do evento, com divisão de tarefas entre os integrantes.

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04 de Abril de 2016

Guilherme atualiza o grupo em relação a questões administrativas. Na sequência, após um longo período de debate, fechamos o conteúdo programático do curso organizado em 4 temas básicos sobre a relação terapeuta-paciente.

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28 de Março de 2016

Neste dia, o grupo acolheu a nova integrante, Michele. Seja bem vinda!!!

Posteriormente, deu-se continuidade à organização do curso. Inicialmente foram propostos 10 temas para o curso, contudo, avaliamos ser mais adequado, em função do tempo proposto, condensá-los em 4 temas/aulas, o que tem demandado esforço e trabalho intenso do grupo para alcançar esta síntese.

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21 de Março de 2016

Diante da profundidade a que chegaram os debates sobre a relação de ajuda, o grupo discutiu sua metodologia, definindo como parte importante do processo do curso, além da apresentação teórica, momentos para debates e vivências, de modo que os conteúdos programáticos possam ser experienciados e debatidos à partir das referências dos participantes do curso.

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14 de Março de 2016

Neste dia as apresentações foram de Priscila e Rômulo. Ambos debateram sobre elementos envolvidos na construção da relação de ajuda: segurança externa e interna, empatia, neutralidade, atmosfera de calor, e contratransferência, que estão relacionados às atitudes e habilidades do terapeuta na construção de uma relação em que o outro, o cliente, possa utilizar para promover seu crescimento, amadurecimento e maior capacidade de enfrentar a vida. Para isso, o cliente deve perceber e sentir que, na relação com seu terapeuta, este busca compreendê-lo sem julgá-lo, e que sua individualidade está preservada.

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07 de Março de 2016

Guilherme Fenelon apresentou sua proposta de debate sobre os “controles sociais” envolvidos na relação de ajuda. Em seguida Flávio apresentou sua proposta sobre o “Setting” e como ele interfere na relação de ajuda, porém, agora, esta discussão estuda aquela relação sob o prisma fenomenológico.

Os controles sociais existentes na sociedade têm como função conformar o homem ao movimento vigente; e o terapeuta, como ser participante desta cultura, tem um papel importante nisso, pois pode atuar para a manutenção do ‘status quo’ ao apenas refuncionalizar o indivíduo com problemas, ou promover a reabilitação do homem (seja qual for sua área de atuação) ao auxiliá-lo a ressignificar sua existência à partir de sua nova condição. E nesse processo, o setting, entendido como um prolongamento daquele que oferece o serviço de ajuda, pode contribuir ou não para a facilitação da relação de ajuda a partir de sua organização.

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29 de Fevereiro de 2016

Ana Menezes apresentou sua proposta de debate sobre as informações sociais e a construção da identidade pessoal, e os ajustamentos sociais, discutiu-se as influência das instituições e dos terapeutas neste processo.

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22 de Fevereiro de 2016

Neste dia Guilherme apresentou sua proposta para debate relacionada à saúde de quem cuida. E Rômulo apresentou sua proposta acerca da influência da tecnologia na relação terapeuta-paciente.

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15 de Fevereiro de 2016

Iniciamos a discussão sobre temas profundos relacionados à relação terapeuta-paciente, sob o prisma sociológico, especificamente sobre o processo de socialização na atualidade e suas demandas para o indivíduo; à partir de proposta trazida por Flávio. Esta abordou os seguintes temas relacionado àquele processo: saúde, trabalho, questões de gênero, vivência da sexuliadade, questões psico-afetivas e espirituais na formação social do ser humano, e demanda terapêuticas.

Na sequência Priscila apresentou sua proposta de debate, que discutiu questões relativas à estigmatização e as consequências de um rótulo para o indivíduo, sua família, e o terapeuta; e as possibilidades de intervenção sobre esta doença social.

————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————- 08 de Fevereiro de 2016

Carnaval.

————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————- 01 de Fevereiro de 2016

O grupo acolheu um antigo integrante, que estava afastado há um ano, e demandou retomar os estudos, Ronaldo Viana.

Boas vindas a Ronaldo!

Na sequência fizemos um levantamento do que precisaremos organizar para o curso que realizaremos neste primeiro semestre, e organizamos nosso cronograma de estudos em função de nossa preparação para este evento.

————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————- 25 de Janeiro de 2016

Início das atividades do primeiro semestre de 2016!

O grupo fez um mutirão para continuidade da organização da biblioteca. Os livros já foram cadastrados, agora estão sendo etiquetados de acordo com sua categoria.

São mais de 700 livros de diversos temas:

Terapia Ocupacional,        Arte e forma,        Psicoterapia,

Psicologia,                           Psiquiatria,           Psicanálise,

Antropologia,                      Sociologia,            Filosofia,

Pedagogia,                           Educação,              Espiritualidade e Religião,

Neurologia,                         Pediatria,               Sexualidade,

Drogadição,                        Gerontologia,        Simbolismo,

Trabalho,                             Desenvolvimento Infantil.

————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————- 14 de Dezembro de 2015

Encontro para encerramento do semestre e avaliação. Neste dia terminamos o planejamento do conteúdo programático do primeiro curso de 2016, que discutirá o tema “o que é ser terapeuta nos dias de hoje”. E para nos preparamos, iniciaremos 2016 com discussão profunda e atualizada sobre este conteúdo.

Em seguida fizemos nossa avaliação do ano na Pizzaria Domino’s. Este ano foi de profundas mudanças na organização e funcionamento do grupo, devido a saída de um antigo integrante, que era nossa fonte de apoio nos estudos e de conhecimento teórico profundo. Tivemos que nos reorganizar para continuar, e verificamos que ao longo do ano fomos exitosos neste processo, a liderança de atividades essenciais ao funcionamento do grupo – organização jurídica, organização da biblioteca, gerenciamento do grupo e dos estudos – foi assumida por diferentes integrantes. Percebemos que nossa coesão aumentou, assim como o nível de responsabilidade de cada um. Foi um ano produtivo, e estamos ansiosos pelo próximo.

Aguardamos você em 2016! Venha cultivar conhecimento conosco!

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07 de Dezembro de 2015

Encontro extra com o objetivo de continuamos e agilizarmos o processo de etiquetagem dos exemplares. É um momento cansativo mas vale à pena o esforço. Até o momento são 760 exemplares cadastrados no sistema Biblivre 4. Vejam como a biblioteca está ficando bonita…

Livros que discutem e fundamentam a Terapia Ocupacional

Livros sobre arte que falam sobre os processo de criatividade e criação, a evolução do homem por meio de seu fazer, a relação entre o fazer e a cultura ... Relação entre Arte e Terapia Ocupacional

Livros sobre arte que falam sobre os processo de criatividade e criação, a evolução do homem por meio de seu fazer, a relação entre o fazer e a cultura ... Nos fazem refletir e fundamentar a relação entre Arte e Terapia Ocupacional

No próximo encontro terminaremos a estruturação dos cursos para 2016!! ————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————

30 de Novembro de 2015

Iniciamos o processo de etiquetagem dos exemplares da biblioteca, para organizar os exemplares já cadastrados.

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23 de Novembro de 2015

Neste encontro o grupo estava reduzido. Um integrante faltou porque estava doente.

Organizamo-nos para o trabalho inicial: prosseguir com a organização da biblioteca. Nossa meta é terminá-la em 25 de janeiro.

Para tornar a leitura deste relato interessante, vou ilustrar o texto inserindo aqui as mediações da Teoria de Grupos, à fim de aproximar o leitor do entendimento da dinamicidade deste processo. Este conhecimento se faz importante pois ajuda o terapeuta a fazer uma leitura do momento grupal, auxiliando-o na definição de sua conduta.

Subdividimo-nos. Dois integrantes cadastram livros e outros dois iniciam a etiquetagem (movimento de institucionalização: “refere-se à separação dos membros no espaço, o que impõe a divisão do grupo e separação das tarefas” (JORGE, 1997, pág. 67). Processo mecânico e repetitivo. O “novato” do grupo logo queixa-se de tédio (movimento de fraternidade-terror: quando a unidade do grupo é questionada (Idem.)), alguém assume a liderança (movimento de organização: “refere-se à organização do poder no grupo” (Idem, pág. 67), é quando o mesmo toma consciência de sua capacidade de ação) e convida os integrantes a renovarem o juramento, o vínculo grupal: apesar de entediante, precisamos encerrá-lo para retomar os estudos! O trabalho prossegue. Problemas são detectados e espontaneamente um integrante reflete sobre o processo que iniciou-se com pouco conhecimento sobre o que faríamos, sendo necessário estudo, mas a sistematização do trabalho foi ocorrendo na medida em que o executávamos e corrigíamos os erros. Percebe-se o conhecimento adquirido e o que poderia mudar se tivéssemos que recomeçar.

De acordo com Rui Chamone Jorge (1997):

“as mediações não são sequenciais e nem causantes umas das outras, podem dar-se ou não, entretanto, são essenciais à existência do grupo, marcando as etapas de seu desenvolvimento até sua dissolução.” (pág. 67).

Na sequência retomamos a elaboração do calendário de estudos de 2016. Será necessário retomá-lo na reunião seguinte para finalizarmos as propostas.

Na Terapia Ocupacional Chamoneana todo fazer implica aquisição de um conhecimento empírico (prático), que gera, concomitantemente, um conhecimento científico (teórico), que gera consciência de que algo existe (conhecimento sobre o mundo e sobre mim no mundo). Quanto mais aprofundamos neste fazer, maior é a habilidade desenvolvida, o conhecimento teórico, e a consciência gerada. No entanto, este processo se dá quando há liberdade para fazer e criticar reflexivamente o que se fez. Este é o convite do GES.TO!

Os espaços do FAZER-SABER-FALAR

(JORGE, 1997, pág 57)

JORGE, Rui Chamone. Museu Didático de Imagens Livres Professor Rui Chamone Jorge. Mostra “Corpo Grupal”. Belo Horizonte: GES.TO. 1997.

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15 de Novembro de 2015

Este ano temos trabalhado intensamente na organização de nossa biblioteca. No entanto, reformulamos as reuniões para atender também nossa necessidade de estudo, uma vez que o processo de organização do acervo está na parte final. Assim, dedicaremos a primeira hora de grupo à continuidade deste trabalho, e na sequência iniciaremos a discussões relativas ao estudo.

Desse modo, começamos a planejar o que faremos no próximo ano. Nossa intenção é oferecer cursos e as propostas de temas foram: relação terapeuta-paciente (o que é ser terapeuta nos dias atuais?),  atividade como recurso terapêutico (o uso do trabalho na manutenção e recuperação da saúde),  atendimento a grupos de terapia (processos grupais). Nas próximas reuniões deste ano definiremos o conteúdo programático e o calendário de atividades de  2016. Venha participar conosco desta construção!

Aguardem as novidades!!

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09 de Novembro de 2015

Neste encontro o Ges.to recebeu a visita de um gestense ‘das antigas’, o terapeuta ocupacional Flávio Lúcio Assis Moreira, que após um longo período de afastamento, demandou retomar os estudos neste grupo.

Breve histórico deste profissional no grupo GES.TO: Flávio entrou para o grupo quando ainda era estudante, em 1991, e vivenciou um contato intenso com o professor Rui até seu falecimento em 1993; sendo um dos que atuou com aquele na constituição e organização do Museu Didático de Imagens Livres. Sua participação neste grupo teve como marca a busca pela aplicação e fundamentação da Teoria Chamoneana na reabilitação do ser humano com disfunções Neurortopédicas e seus aspectos psicoafetivos, que culminou em entender que reabilitar, nesta Teoria, ultrapassa os sintomas e/ou a doença como necessidade de ser revogada para se ter saúde. Esta busca levou-o ao entendimento de que reabilitar é mais que um retorno à funcionalidade perdida; reabilitar, dentro da perspectiva Chamoneana, deve promover a aquisição de consciência pelo reabilitando, consciência que tem de si, do outro e desta relação; portanto reabilitar é possibilitar o reencontro consigo e não apenas refuncionalizar.  Assim Flávio chegou à publicação do artigo ‘Terapia Ocupacional Chamoneana – Reabillitação Física’ de 1998.

Foi um momento marcado pela emoção! O encontro com o espaço e seus objetos emociona quem retorna, pois foram intensos os momentos vividos com o Prof. Rui Chamone e os colegas de grupo. Para quem não viveu esta época, emociona o relato das vivências, da intensidade da experiência. Este encontro entre diferentes gerações do grupo é uma alegria, aguça a curiosidade de conhecer cada vez mais sobre esta história, a partir de novos pontos de vista.

O grupo é um processo vivo “que se faz e se desfaz a cada encontro” (JORGE, 1997, pág 71). E nesse processo vive a constante luta entre manter-se ou dispersar-se. A entrada de um novo membro altera o grupo, que morre na constituição anterior e nascer em uma nova formação. Esse processo é marcado por algumas mediações, que foram definidas por Sartre, e visam descrever as etapas do desenvolvimento dos grupos humanos (seu estabelecimento, manutenção, e dissolução) (JORGE, 1997).

A entrada de um novo membro no grupo pode provocar o movimento de Fraternidade-Terror, que se refere aos comportamentos do grupo diante da ameaça da desorganização provocada pelas mudanças/receios vividos; por exemplo, o grupo pode sentir-se fortificado ou temeroso, ante este novo integrante. Nesse momento o Ges.to sentiu-se fortificado, uma vez que o objetivo deste novo integrante coincide com o do grupo: preservar, desenvolver e difundir a Psicoterapia Ocupacional. E diante disso, o grupo passa pelo movimento de Fusão, em que “o objetivo comum estabelece a reunião das pessoas em torno de um projeto comum” (JORGE, 1997, pág 67). A outra etapa vivenciada foi o Juramento, que se refere a assunção de um compromisso, um vínculo grupal: estar presente e atuante para a efetivação de nossa missão e visão, e para a preservação de nossos princípios.

Seguimos mais fortes, na busca de nossa organização e construção de conhecimentos.

Priscila Lemos

Referência Bibliográfica:

JORGE, Rui Chamone. Museu Didático de Imagens Livres Professor Rui Chamone Jorge. Mostra “Corpo Grupal”. Belo Horizonte: GES.TO. 1997. —————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————- 02 de Novembro de 2015 Feriado. —————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————————– 26 de Outubro de 2015 Neste encontro demos continuidade ao cadastramento dos livros de nossa biblioteca; apresentação da Fanpage do grupo por Guilherme Fenelon.

O cadastro dos livros em um sistema de bibliotecas nos permite aumentar a organização do acervo e facilitar o acesso a ele. Atualmente estamos terminando este cadastro, sendo que já foram cadastrados aproximadamente 600 livros.

Sobre o Perfil do grupo no Facebook, decidimos em reuniões anteriores, após consultoria com Maristela G. Leão Coutinho, transformá-la em  Fanpage, pois nos dará maior dinamicidade no contato com os seguidores. Nossa página do Facebook já está como fanpage, para conhecê-la basta acessar o link: https://www.facebook.com/gesto.terapiaocupacional/?fref=ts.

Hoje o Guilherme apresentou brevemente o funcionamento desta página, e fizemos algumas alterações no perfil inserindo foto, a visão e a missão do GES.TO, além de dados do professor Rui Chamone.

Além disso, Rômulo e Ana Menezes deram retorno ao grupo do curso introdutório de Psicoterapia Ocupacional realizado pelo primeiro, com a assistência desta última, no XIV Congresso Brasileiro de Terapia Ocupacional, que ocorreu no Rio de Janeiro, neste mês de outubro.Foram apenas 20 vagas, pois a proposta do Ges.TO foi de uma vivência teórico-prática, de modo que os participantes pudessem, pelo próprio fazer, sentir e vivenciar a dimensão e a intensidade da relação do indivíduo e do grupo com os materiais, as ferramentas e o objeto construído. O curso foi um sucesso, e alcançou seu objetivo: convidar os terapeutas ocupacionais a refletirem sobre o fazer! Provocamos inquietações, pois os participantes demandaram os livros e cadernos publicados, e o grupo foi convidado a ministrar novo curso!!

Ainda neste evento, este grupo participou da mesa redonda  de ‘Saúde Mental’, que ocorreu no dia 14, e contou com a presença das Terapeutas Ocupacionais Maria Fernanda Nicacio, Sônia Ferrari e Lizete Vaz, sob a coordenação de Rômulo Elias.

Priscila Lemos

26 de Outubro de 2015

Atividades desenvolvidas: continuidade do cadastro dos livros de nossa biblioteca; apresentação da Fanpage do grupo por Guilherme Fenelon.

O cadastro dos livros em um sistema de bibliotecas permite aumentar a organização do acervo e facilitar o acesso a ele. Atualmente estamos terminando o cadastro dos livros, sendo que já foram cadastrados aproximadamente 600 livros.

Sobre o Perfil do grupo no Facebook, decidimos, em reuniões anteriores, após consultoria, transformá-la em  Fanpage, pois nos dará maior dinamicidade no contato com os seguidores. Nossa página do Facebook já está como fanpage, para conhecê-la basta acessar o link: https://www.facebook.com/gesto.terapiaocupacional?fref=ts