Plataforma de atendimento

Aprendizado digital e escolha da plataforma de atendimento

Após a avaliação do terapeuta com ajudado sobre suas necessidades e demandas de atendimento, é necessário construir como isso se dará: ele tem condição de participar diretamente deste tipo de atenção? É independente ou precisará de um mediador? Para alguns públicos a assistência será mediada pela família ou cuidadores.

Próximo passo é a escolha da plataforma virtual a ser utilizada. Para isso, consideramos o conhecimento prévio de uso das ferramentas digitais (histórico ocupacional), a familiaridade, o interesse, a disponibilidade do ajudado ou seu mediador em relação a utilização de tais recursos, e a qualidade da internet que ele dispõe. Alguns devido a dificuldades de acesso e utilização, preferem a que lhe é mais familiar; outros, têm mais abertura e disponibilidade em experimentar novas possibilidades em busca de uma qualidade de interação mais eficiente. Já outros a limitação se deve a qualidade da internet. É necessário, também, avaliar as demandas de acesso de cada app, alguns requerem instalação e cadastro prévio, outros dispensam isso, o que facilita para aqueles com maior dificuldade.

Rômulo Elias, Terapeuta Ocupacional, diretor do Ges.TO, em atendimento de saúde mental ambulatorial particular, conta um pouco de sua experiência:

“Para uma pessoa que nunca tinha usado o skype, que fiquei sabendo que tem quase duas décadas de funcionamento, e que nunca tinha usado hangouts, meets ou qualquer outro aplicativo, precisei de aprender, literalmente, a usar a tecnologia. Após as aulas e testes com uma colega, observei que a melhor plataforma em relação à qualidade de som e imagem era o Zoom, mas tinha a questão das reuniões gratuitas ocorrerem apenas em 40 min. Resolvi realizar os testes e adaptações e no caso de continuidade dos atendimentos, realizar o pagamento para liberar o tempo, tendo em vista que os atendimentos realizados são de 60 min.

Chegou o momento de testar junto aos pacientes que em seu projeto terapêutico individualizado optaram por manter os encontros virtuais. Questões sobre como baixar o aplicativo, qualidade da internet e possibilidade de um ambiente reservado foram o ponto de partida. Para minimizar o risco de queda do meu sinal de internet, organizei para que meu computador estivesse conectado diretamente no cabo.

Impossível não ter perdas em relação ao encontro presencial, mas até que ponto essas perdas iriam interferir no processo? Além da segurança interna que a presença física traz, seria possível criar uma atmosfera de calor? Como reduzir as perdas dos detalhes e sutilezas que a amplitude do nosso olhar tem e que nenhuma câmera é capaz de captar? Inquietações que serão abordadas futuramente…

Precisei desenvolver com cada paciente adaptações. E parti do principio do conforto e segurança de cada um.”

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